Studio 54

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A história da lendária discoteca Studio 54, começa em 1927, quando Fortune Gallo inaugurou o Gallo Opera House, uma casa de espetáculos que foi projetada pelo arquiteto Eugene de Rosa. O local servia para apresentações das mais renomadas óperas, mas acabou virando um fracasso, boa parte por culpa da recessão que os Estados Unidos passava com a queda da bolsa de Nova York.

Em 1943, a CBS compra o teatro que utilizou para transmissões de rádio, o local passou a se chamar estúdio 52. Em 1976, o local foi vendido para Steve Rubell e Ian Scharager, empresários e investidores do show business da Broadway. O nome da discoteca é por sua localização na Rua 54 em Nova York.

Steve e Ian chamaram o designer de interiores Ron Doud e o designer de iluminação Brian Thompson para criarem o ambiente da discoteca. Eles convidaram Jules Fisher e Paul Marantz, dois coreógrafos famosos da Broadway para criar o ar de magia e especial para o local.

O logo da discoteca foi criado pelo designer Gilbert Lesser, que desenhou um 54 com inspiração no glamouroso estilo Art Decô.

A discoteca tinha 4 níveis: o porão onde funcionava a sala VIP, possuía uma entrada pelos fundos, pela Rua 53. O térreo onde ficava o a pista de dança e o bar em forma de diamante espelhado com banquetas pratas. O mezanino e no último nível, ficava o "quarto da borracha", um ambiente com vista para o mezanino, todo revestido com borracha, que facilitava a limpeza, pois lá rolava muito sexo e drogas, afinal de contas, a casa noturna era um verdadeiro templo do hedonismo. O local tinha capacidade para 1.000 pessoas, possuía um belo carpete de folhas vermelhas no hall de entrada e o piso da pista de dança era de parquet.

Os funcionários do Studio 54 eram conhecidos como "busboys", eram vistos como uma versão masculina das coelhinhas da Playboy, eles andavam sem camisa e usando shortinhos Adidas. Segundo um antigo "busboy" que trabalhou na discoteca, a maioria era gay, viviam sendo assediados pelos frequentadores, o cantor Elton John era um "pegador" de busboys. Ele também conta que a maioria das celebridades eram mutio simpáticas com os funcionários, com exceção do ator Silvester Stallone, que na época, estava com ataques de estrelismo, chegava usando uma calça com Rocky bordado no bolso traseiro da calça e não gostava de ser incomodado por ninguém, nem mesmo seus seguranças.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Uma figura que chamava mais atenção do que as celebridades que frequentavam o lugar, era o promoter Marc Bernecke, era ele que escolhia quem entrava ou não no Studio 54. Steve o orientou que queria uma "salada perfeita" dentro da discoteca, com famosos e gente desconhecida. Poderia ser até a Rainha da Inglaterra, que se não estivesse dentro do contexto dessa salada, não iria cruzar o cordão de veludo que separava a rua das portas do night club.

 

 

 

 

 

 Um caso interessante de ser barrado na porta do Studio 54 aconteceu na véspera do Ano Novo em 1977, com Nile Rodgers e Bernard Edwards da banda disco Chic. A cantora Grace Jones estava interessada em trabalhar com eles em seu próximo álbum e os convidou para conversar com eles na discoteca. Niles e Bernard foram para lá e estava nevando, o promoter não deixou eles entrarem, mesmo com todas as explicações. Os dois ficaram furiosos e voltaram para casa e compuseram uma música em meia hora chamada Fuck Off (Foda-se), a canção começava com "Ahhhhhh, fuck off!".

Eles apresentaram a música para o produtor, mas tiveram que tirar o palavrão, então substituíram para "freak out" que significa perder o bom senso, surgia aí a canção Le Freak, um dos maiores sucessos da Disco de todos os tempos, nas paradas e vendagens de álbum na época.

Por ironia do destino, a música era primeira faixa do LP duplo A Night at Studio 54, lançado em 1979.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Uma das frequentadoras mais famosa do Studio 54, era a senhora Sally Lippman, que tinha 77 anos na época. A vovó da discoteca ficou conhecida como Sally Disco, aparecendo em jornais e revistas de Nova York.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Steve Rubell era quem fazia a parte social da discoteca, virou o rei da noite de Nova York. Segundo os funcionários que trabalharam com ele no night club, ele era uma pessoa doce, diferente do gay desprezível e bêbado retratado no filme Studio 54. Morreu em 25 de Julho de 1989, vítima da AIDS.

 

 

 

 

 

 

 

 

 No ano novo de 77, o planejador de eventos Robert Isabell fez uma chuva de glitter dentro da discoteca, foram gastos 4 toneladas do material que deixou uma camada de 10 cm no chão do local. O glitter poderia ser encontrado meses depois nas roupas e nas casas dos frequentadores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Em Dezembro de 1979, Steve Rubell teria dito em uma entrevista que ganhou mais dinheiro do que a Máfia. Um ex-funcionário do Studio 54, Donald Moon, havia sido demitido injustamente, o que deixou-o extremamente furioso, ele então entrou em contato com a Receita Federal e denunciou tudo o que acontecia. Os agentes federais invadiram a discoteca e recolheram todo o material, depois disso em 1º de Fevereiro de 1980, Steve e Ian eram condenados à 3 anos de prisão por evasão fiscal e pela discoteca ser uma central de distribuição de cocaína.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 O Studio 54 foi vendido para Mark Fleishmann que reabriu a discoteca em 12 de Setembro de 1981, depois disso com o fim da era Disco, o prédio foi vendido para CAT Entertainment em 1986, que mudou o nome para Ritz, o local apresentava shows de bandas Punk, New Wave e Eurodisco.

Em 1993, a CAT arrenda a casa noturna para Cabaret Royale Corporation, mas devido à problemas financeiros, ela perde os direitos do arrendamento e os novos proprietários Allied Partners que adquirem o night club em 1994 fez um trabalho de restauração arquitetônico.

A Allied vende o prédio para a Companhia de Teatro Roudabout em 1998, que apresenta espetáculos musicais até os dias atuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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